sábado, 15 de novembro de 2008

O I Ching ....
“...Tudo é mutação e nada existe sem ela, assim a China concebe o mundo. E nessa visão abrangente do Cosmo como um todo flutuante, um imenso caleidoscópio, como se processa a mutação?
Não pergunte quem sou; pergunte quem estou sendo.
Inexiste, no Oriente, o conceito de entidade, de coisa, ou a noção de substancialidade, mas sim processos do vir a ser que se desenvolvem entre nascimento e morte. O fascínio de tudo o que brilha sobre a terra realça a função de reflexo a conduzir os seres humanos para além dessas formas imperfeitas que constituem suas moradas.
Momentos de dificuldades e de perdas interagem com momentos de encontros e de ganhos. Ora nos aproximamos, ora nos afastamos, em ciclos contínuos e intermináveis. Quem descobre como sobreviver em situações limite e muito difíceis, sai das perdas acrescido.Quem se insufla de prepotência pelo sucesso conquistado, sai da prosperidade diminuído.
Ao contrário do Ocidente, que pensa o Universo em termos materiais, o Oriente o pensa em termos de fluxos mutantes. Na realidade não há quem mude; há apenas a mutação....”
Esse texto acima ilustra bem o que é o I CHING. É a base das escrituras na China a transmissão do conhecimento tradicional é passado por mestres do Confuncionismo e Taoísmo: duas principais correntes filosóficas na China. É o primeiro e o mais importante de todos os estudos na China. Do I Ching partiram as teorias sobre a Astronomia, Astrologia Chinesa, Medicina Chinesa: Acupuntura, Fitoterapia...e todas as tradições que este país concebe.
Qual o significado de I CHING?
- Ching - > Tratado, obra de grande importância e tb relaciona-se à trilha, caminho por onde andamos.
Para os Chineses, a razão do Universo e o caminho do Homem podem ser encontrados em qualquer parte e realizados por todos os seres.
O que são as escrituras do I CHING?
É a descrição de 64 Hexagramas, que são DINÂMICAS ENERGÉTICAS, presentes no Universo, seja na vida Humana ou na natureza. Inclusive, as primeiras escrituras foram feitas com base na observação dos movimentos da natureza. Os grandes sábios da China se debruçaram nestas dinâmicas energéticas há milênios, até mesmo antes da própria escrita chinesa. Tratam-se de escrituras que remontam 7000 anos (alguns autores atribuem maior tempo...). Porém, o início da transmissão dos conhecimentos se deu na Dinastia Zhou , em 1150 a. C.
A primeira tradução no Ocidente, foi de Richard Wilhelm – década de 20,30.
Os Chineses usam o I Ching como Oráculo, além dos ensinamentos filosóficos a que se destina.
Diante de questões existenciais ou até questões práticas da vida, o I Ching é consultado como o Mestre dos Mestres, para que se conceba quais energias estão latentes ou manifestadas em determinada questão. Consulta-se sobre uma forma mais próxima do ideal de se agir, dentro da dinâmica configurada pelos trigramas que formam os Hexagramas e estes apresentam um contexto ou descreve uma situação e analisa sua gestão estratégica (ideal). Esse gestão mais inteligente – indicada nos 64 textos – é adotada pelo ser superior (homem sábio) que segue as indicações sutis da confluência das energias em vigor a sua volta em relação à circunstância que está sendo vivenciada.
Métodos: Caules de Miefólio (varetas) , moedas e pedras.

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