sábado, 15 de novembro de 2008

INTRODUÇÃO
NO INÍCIO ERA A NATUREZA...
Eis uma das maiores dificuldades de nossos dias: compreender as leis da natureza e incorporarmos essa dinâmica energética em nossas vidas, no dia-a-dia, nas decisões que temos que tomar, na dieta que adotamos...somos parte da natureza dizem os chineses e, para nosso bem estar, poderíamos aprender com ela e seguir seu fluxo, numa dança harmoniosa, onde nosso caminho pela vida fosse mais fácil, não necessariamente o mais curto.
A cosmovisão chinesa abre muitas portas para novos modos de perceber o mundo e portanto de viver, pois no olhar dessa cultura, somos um microcosmo do Universo. É esse contato que proponho aqui: uma comunicação com o TAO e suas leis.
Da China antiga, até os dias de hoje, esses métodos filosóficos tem origem no Taoísmo e os chineses convivem com essas leis e as aplicam na aritmética, na agricultura, na astronomia e também na saúde. São métodos integrados em que, cada vez mais, o Ocidente vem adotando e desejando conhecer, até porque, estamos carentes de respostas, de referenciais de vida. Nosso modo cartesiano de ver o mundo e responder a ele está nos tornando cada vez mais fragmentados, esquizofrênicos. Quanto mais nos distanciamos da natureza, afinal somos uno com ela, mais nossa alma gritará por socorro, por isso essa busca incansável pela unidade.
“A sabedoria está na simplicidade. É como descobrir no pingo da chuva o reflexo do sol que ali está a brilhar; fazer do escuro, o claro, na eterna dança das mutações”. (Lao-Tse). O que Lao-Tse quer nos transmitir é que somos indiferenciados dos fenômenos naturais. Somos parte da natureza e integrados a ela. Somos uno às mudanças das estações, aos ciclos do dia e da noite, à trajetória do sol, às mudanças lunares, às águas, às florestas, aos minérios, ao Céu e à Terra. Tudo o que acontece no mundo reflete em nós, em nossa consciência e em nossa saúde. E o que acontece em nossa consciência também reflete na natureza. Nós e o cosmos, uma estrada de mão dupla.
Jung diz: “Os opostos se inclinam e se equilibram na mesma balança: sinal de alta cultura”. Aqui, o Psiquiatra Carl Gustav Jung, nos transmite a idéia de que quanto mais equilibridas estiverem as circunstâncias da vida, as adversidades, as diferenças e tantos quanto sejam nossos desafios nesta trilha, mais culto seremos. Mais enriquecidos enquanto humanos.
PENSAMENTO CHINÊS E OCIDENTAL
Os parâmetros que formam o pensamento chinês são diferentes e muitas vezes condicionados a uma linguagem hermética, dificilmente captada por ocidentais. Seja na história, na arte, na mitologia, nos costumes e, principalmente na filosofia que este povo milenar adotou para decifrar e compreender o mundo e a realidade que o cerca. ...”As raízes dessa visão de mundo dos chineses, está na tradição contemplativa de compreensão da natureza que se estende milhares de anos para trás, até uma sociedade agrária na primitiva civilização chinesa”... (Mestre Lam Kam Chuen). Estamos aqui falando da Filosofia do TAO. Esta compreensão de mundo não está catalogada e sistematizada em palavras, dentro de uma estrutura gramatical como na linguagem ocidental e pouco se relaciona com a inteligência analítica; trata-se antes de uma experiência interior de expansão de consciência: o eu quebra a sua casca e se funde no grande todo, sendo impossível descrever em palavras a essência da Filosofia Taoísta. Quando Lao Tsé dizia: “Aquele que fala não sabe. Aquele que sabe não fala” estaria se referindo ao estado de “realização” do Tao, o que não é a “essência do Tao”. Para clarear um pouco mais a idéia de Tao, seguem algumas frases proferidas pelos maiores Filósofos Taoístas:
“O Tao?
“Havia algo de informe
Que existia antes do céu e da terra...
Como desconheço o seu nome, chamo-o de Tao.”
Lao Tse
Nesta frase de Lao Tse reside o pensamento sobre o Tao como uma força geradora de todas as coisas, como uma verdade indescritível e antes de empreendermos o estudo prático das Nove Constelações devemos compreender a sua linguagem básica que é a linguagem dos símbolos. O símbolo, como representação, está além das palavras. As palavras explicam os símbolos enquanto que estes se explicam por si só, de modo intuitivo. Por exemplo, simbolicamente, a aliança utilizada no dedo anelar dos casais remete-nos a idéia de infinito, pois o círculo não tem começo e nem fim. Arquetipicamente falando, os casais que usam aliança para celebrar sua união, estariam de posse de um símbolo que traduziria a idéia de infinito, revelando que aquela união seria “para sempre”, indissolúvel, representada na forma de união.
Para os chineses, a compreensão do mundo e a interpretação de fenômenos naturais estão contidas nos símbolos que são os ideogramas. Símbolos são imagens que transmitem idéias, permitindo que aquele que se depara com um símbolo possa construir uma idéia, um pensamento a partir de determinada imagem ou representação. Na linguagem chinesa encontramos os ideogramas que são símbolos gráficos que remetem a diversos significados. “Os ideogramas são palavras-função, pois atribuem funções e não somente qualidades àquilo que pretendem descrever. Cada ideograma tem uma multiplicidade de significados possíveis e comunica-nos seu significado falando diretamente à intuição, ao nosso mundo interno”. (Campiglia, Helena).
A cultura chinesa foi sendo transmitida por meio desses símbolos. Enquanto no Ocidente temos o alfabeto e as palavras encerradas em uma estrutura gramatical sistematizada, no Oriente, a escrita é desenvolvida por meio de ideogramas. Uma palavra no idioma Português, Inglês ou de qualquer país ocidental, encerra uma idéia em um plano linear, redutivo, de conceitos concretos. Por exemplo: No Ocidente, a palavra “Psicologia” encerra a idéia de ciência que estuda a mente humana, ou a psiqué. Já no Oriente, a representação gráfica, os dois ideogramas que representam a palavra “Psicologia”, remetem à idéia de “psiqué”: que tem “origem no coração”, já que na Medicina Tradicional Chinesa, o coração é quem governa a mente. O termo significa “o que cai do céu e atravessa o corpo”. O ideograma tem esse significado e o leitor pode interpretar também como o “saber do princípio do xin (coração)” e quantos outros significados lhe sejam atribuídos, unindo diversos sentidos em uma única expressão, percorrendo um caminho não-linear, mas abrangente e dinâmico. Enquanto no Ocidente “Céu” é representado por uma palavra no sentido formal, no Oriente, “Céu” é uma imagem. Neste contexto nasce a cultura chinesa, sua arte, sua filosofia e sua Medicina onde nada é estático, redutivo, mas sim mutável e impermanente.
A cultura chinesa nos convida a ampliar o ângulo de visão para um horizonte de variadas e mutantes possibilidades em contrapartida a uma visão dedutiva de conceitos. Eis nossa maior dificuldade.
A subjetividade do pensamento filosófico chinês sobre a psique humana elucida a consciência original do ser humano como sendo a mesma consciência das plantas e pedras, pois sem essa consciência elas não existiriam. Não somente as plantas e pedras obedecem a esse princípio. Segundo os chineses, sem a consciência humana não haveria nem Céu e nem Terra. O Céu, a Terra e as dez mil coisas, ou seja a totalidade e tudo o que existe no Universo, são originalmente um só e seu surgimento, assim como o surgimento do ser humano é essa centelha espiritual do coração.
Um dos caminhos que facilita a nossa compreensão desta visão de mundo reside nas escrituras sagradas desse povo milenar: o Taoísmo. As escrituras sagradas condensam a convicção de que o mundo é um sistema de referências integradas, onde o Homem (ser humano) está entre o firmamento (céu) e a terra (matéria). A mente oriental considerou como realidade essencial a conexão subjacente entre nós e as dez mil coisas, entre nós e o Universo e denominou a isso de Tao. O professor de Mandarim Inty Scoss Mendonça, em seu artigo “Os oito caminhos do TAO”, cita um pensamento que traduz a concepção da Psicologia humana na cosmovisão Chinesa:
“O ser humano é o coração do Céu, da Terra e das dez mil coisas. O coração é o senhor de tudo. O coração é o Céu e ao falar do coração o universo inteiro está aí mencionado. Fora do coração não há coisa alguma. Fora do coração não há palavra alguma. Fora do coração não há princípio algum. Fora do coração não há sentido algum”.
(Da Limingde, in Zhang D.)
O céu é o mundo superior, luminoso que apesar de não material rege e determina tudo o que ocorre no mundo manifesto. A concepção de destino para os chineses é muito pertinente. Abaixo do céu está a terra, o mundo inferior, obscuro, material e que em seus movimentos estão contidos os fenômenos celestiais. O que está em cima rege o que está em baixo, sendo assim, o repouso é uma condição intermediária do movimento.
Para os chineses, “o Universo é uma rede infinita de fluxos de energia entrelaçados onde os nós transitórios nesta rede em constante mutação representam os eventos no espaço e no tempo”. (Jeremy Ross).
Tudo está inserido em um contexto, o tempo todo. O inter-relacionamento é dinâmico e está em constante movimento e transformação. Para os chineses as relações, os fenômenos, quaisquer que sejam eles, são funcionais. Em contrapartida, na visão ocidental as relações seguem padrões, que frequentemente indicam uma estrutura fixa, existente em um dado momento.
Em termos humanos, na visão de mundo chinês, tudo o que ocorre dentro do indivíduo em relação a outros indivíduos e também em relação ao meio, está condicionado a uma inter-relação de diferentes padrões que estão em constante mutação, interagindo o tempo todo. Enquanto o pensamento Ocidental é linear, o pensamento Chinês é sistêmico.
Para o Ocidental, a tendência em precisar a realidade, é ver as oposições como absolutas. Exemplo: Bem ou Mal. Para os chineses, estes conceitos não são opostos, mas complementares. Um contempla o outro. São dois extremos de algo contínuo. Não há “bem” que permaneça para sempre, assim como não há “mal” que permaneça para sempre. Sobre a diversidade e a relatividade das coisas, sempre abordadas por Chuang Tsé, um dos maiores filósofos Taoístas que dizia: “Ninguém pode ver as coisas como o outro as vê”. Ou, “Sem o mal, não se poderia distinguir o bem e, sem o bem, não se veria o mal”. Para os chineses, cada um dos pares: a mente, o corpo, o espírito e a matéria estão em uma contínua intercomunicação. “Quando masculino e feminino se combinam, todas as coisas alcançam a harmonia”, ensina o I Ching.
Sobre a Teoria YIN e YANG
“Depois de uma época de decadência chega o ponto de transição. A luz poderosa que tinha sido banida retorna. Existe movimento, mas não é provocado pela força...tudo vem de modo espontâneo e no tempo devido. Esse é o significado do céu e da terra”.
I Ching
Estes conceitos descritos acima nos remetem à compreensão da dinâmica do Universo em termos de movimentos YIN e YANG, com seus fluxos ininterruptos. O símbolo do Yin Yang é uma das representações chinesas que mais se conhece no Ocidente, é a base da fundamentação filosófica da China e de tudo o que a norteia. A origem do símbolo Yin-Yang perdeu-se na antiguidade. Acredita-se que Yin-Yang surgiram nos primórdios do tempo quando a grande escuridão cósmica, o grande vazio, foi rasgado por um raio. Tudo o que era pesado e escuro, foi denominado Yin. Tudo o que o raio iluminou com seu fulgor era leve e foi denominado Yang. Esse símbolo contém em si e revela a quinta essência perfeita do equilíbrio. Cada um, Yin e Yang, abrem caminho ao outro em linhas fluentes e encerram em si, exatamente no centro, um elemento do outro. Esse equilíbrio advém de uma tensão dinâmica entre as forças que ao mesmo tempo são opostas e complementares que lutam constantemente como se uma quisesse dominar a outra. É nesse paradigma que reside toda a cosmovisão chinesa onde a energia vital do Universo nasce do confronto e do combate. Como se uma força quisesse eliminar a outra e conquistar a sua supremacia, embora nenhuma consiga fazer isso porque estão condicionadas à natureza, ao Tao, que colocou uma parte de um no centro do outro. Como vimos anteriormente, o Tao como sendo um recipiente vazio, utilizado, porém nunca preenchido... oculto nas profundezas porém eternamente presente, semelhante à água que dá vida as dez mil coisas. Não pode ser visto, pois está além da forma, é o Absoluto. O Tao não pode ser ouvido, pois está além do som. O que se sabe, intuitivamente, através de experiências do Tao, é que não somos criaturas solitárias, isoladas, insignificantes e sem sentido. Ao contrário, confere-nos o direito de saber que estamos interligados a todos os outros e ao Universo.
Assim, quando uma energia está no auge, ocorre a mutação, possibilitando que a outra força comece a se elevar. Para os chineses, tudo é uma questão de administrar esse conflito, essa tensão, administrar, por exemplo, as diferenças, as diversidades, buscando constantemente o ponto de equilíbrio. Se traçarmos uma linha paralela ao conceito de Yin e Yang e a mente humana, veremos que Yin e Yang são dois poderes. Ambos têm imenso potencial, exatamente como dois pólos negativo e positivo de um campo elétrico. Como as duas metades do cérebro, nenhum dos lados, esquerdo (Yang) e direito (Yin) é mais ou menos importante que o outro. Cada um desses pólos manifesta uma qualidade essencial e ambos são necessários para o pleno desenvolvimento de nossas potencialidades. Nenhum é plenamente dominante. Cada lado do nosso cérebro está imerso em um relacionamento em constante mudança, de comunicação perfeita e simultânea: ambos estimulando e controlando, energizando e pacificando, sempre na tentativa de nos manter equilibrados e harmonizados. Nós nascemos com o Yin e o Yang equilibrados. Mas podemos influenciar negativamente esse equilíbrio, por exemplo: agindo com agressividade excessiva (comportamento Yang), estamos destruindo nosso elemento Yin. Ao passo que se nunca discutimos e aceitamos as coisas passivamente é um dos sinais de que nossa força Yin está no domínio e, neste caso, a nossa força Yang é que precisa ser alimentada.
Toda a vida está envolvida nesse equilíbrio entre Yin e Yang.
O Imperador Amarelo disse: “O princípio de Yin e Yang é o princípio básico de todo o universo. Este é o princípio de tudo o que existe na criação. Ele efetua a transformação para a paternidade; ele é a raiz e a fonte da vida e da morte; e ele também se encontra no templo dos deuses”...
Na China, a transmissão tradicional dos ensinamentos sobre o Tao têm o I Ching, o Livro das Mutações, como referência. “ A origem do I Ching reside na China antiga, remetendo-se aproximadamente oito mil anos, depois do último degelo, quando as águas baixaram, as montanhas e campos começaram a surgir. Fu Xi, o chefe mais sábio de todas as tribos criou os primeiros símbolos do I Ching, contendo oito trigramas e sessenta e quatro hexagramas, com base nos seus estudos sobre o céu, a terra, os seres vivos”. (Mestre Wu Hyh Cherng, 2001). O I Ching foi elaborado entre 5577 a.c e 479 a.c do qual Fu Xi descobriu que , em todas as existências do Universo, há uma síntese composta por duas energias: Yin e Yang. Estas duas energias são representados pelas linhas ___ ___ (Yin) e ______ (Yang) e, como tudo na China advêm de olhos de quem observa a natureza, sem dúvida esta foi a grande inspiração para o Rei Wen, que no início da primazia da Dinastia Zhou, por volta de 700 a. C, compôs os textos sobre os oito estágios das forças Yin-Yang.
A composição dos oito trigramas tem origem nas duas forças Yin e Yang, representadas por:
___ ___ ________
Yin Yang
Juntos, o Yin e o Yang, formam o símbolo do TAO.
[
O TAO é o espírito da China e pode ser considerado como o caminho, ...”a Divindade, o Absoluto, o Infinito, o Eterno, o Insondável, o Uno, o Todo, a Fonte, a Causa, a Realidade, a Alma do Universo, a Vida, a Inteligência Cósmica, a Consciência Universal, etc...etc...” (Lao Tsé, Tao Te Ching, pg. 26 ).
O conceito de duas polaridades que se complementam é observado constantemente em ação, junto à natureza. Por exemplo, a vida não poderia existir em absoluta escuridão ou em total claridade. Há alternância entre dia e noite. Para os chineses dia e noite não são fenômenos absolutos, revelando que o dia contém a semente da noite e vice-versa.
O ser humano, como parte da natureza, também está sujeito a esses movimentos de alternância Yin e Yang. No âmbito da Psicologia, por exemplo, uma pessoa que se expressa por meio de gestos largos, voz alta, demonstrando certa agitação e inquietação indica uma tipologia predominantemente Yang. Já uma pessoa que se expressa de modo mais contido, que fala mais baixo e seus gestos são discretos, indica uma pessoa de característica mais Yin.
E assim, durante séculos, os chineses observaram o movimento contínuo e harmonioso da natureza e da vida humana. O alternar dos ciclos, como dia e noite, as estações do ano e os estágios da vida, foram meticulosamente estudados pelos chineses.
No âmbito da psiqué humana, há um antigo ditado chinês que descreve uma idéia básica do pensamento oriental que diz que “Quando o discípulo está pronto, o mestre aparece”.
No plano das ciências divinatórias chinesas e da astrologia a regra do YIN e do YANG apresenta um caráter prático e filosófico. O homem do Tao, isto é, aquele que se aproxima da vivência da verdade, sente intuitivamente a harmoniosa interação do Yin e do Yang e aceita os períodos de derrota e vitória com o mesmo humor, pois na cosmologia Chinesa existem períodos yang, em que se está voltado para ação e atividade e períodos Yin onde se está voltado para o repouso e a inatividade.Tentar lutar contra essas leis cíclicas é o mesmo que “contrariar as leis do céu “e a sua verdadeira natureza. É afastar-se do Tao e da serenidade, do equilíbrio, do caminho da virtude.
Mas Yin e Yang não são suficientes para explicar a vida terrestre, pois entre o branco (yang) e o preto (yin) há uma infinidade de cores.
Eis o ciclo de engendramento das estações que correspondem a quatro estágios das forças Yin-Yang:
___ ___ ___ ___ _________ _______
___ ___ ________ _________ ___ ___
Yin máximo Yang dentro de Yin Yang máximo Yin dentro de Yang
Cada estágio de Yin-Yang gera Oito Trigramas, conhecidos como Oito Troncos:
__ __ __ __ __ __ ____ ____ ____ __ __ ____
__ __ __ __ _____ ____ ____ __ __ ____ __ __
__ __ _____ _____ ____ __ __ __ __ __ __ ____
2 3 7 6 4 8 1 9
Terra Madeira Metal Metal Madeira Terra Água Fogo
Yin Yin Yin Yang Yang Yang
Eis como os chineses representaram as forças do Céu, Yin-Yang, que apresentam quatro estágios e que geram os oito troncos celestes. Através destas dinâmicas energéticas temos a descrição dos 64 Hexagramas.
O I Ching ....
“...Tudo é mutação e nada existe sem ela, assim a China concebe o mundo. E nessa visão abrangente do Cosmo como um todo flutuante, um imenso caleidoscópio, como se processa a mutação?
Não pergunte quem sou; pergunte quem estou sendo.
Inexiste, no Oriente, o conceito de entidade, de coisa, ou a noção de substancialidade, mas sim processos do vir a ser que se desenvolvem entre nascimento e morte. O fascínio de tudo o que brilha sobre a terra realça a função de reflexo a conduzir os seres humanos para além dessas formas imperfeitas que constituem suas moradas.
Momentos de dificuldades e de perdas interagem com momentos de encontros e de ganhos. Ora nos aproximamos, ora nos afastamos, em ciclos contínuos e intermináveis. Quem descobre como sobreviver em situações limite e muito difíceis, sai das perdas acrescido.Quem se insufla de prepotência pelo sucesso conquistado, sai da prosperidade diminuído.
Ao contrário do Ocidente, que pensa o Universo em termos materiais, o Oriente o pensa em termos de fluxos mutantes. Na realidade não há quem mude; há apenas a mutação....”
Esse texto acima ilustra bem o que é o I CHING. É a base das escrituras na China a transmissão do conhecimento tradicional é passado por mestres do Confuncionismo e Taoísmo: duas principais correntes filosóficas na China. É o primeiro e o mais importante de todos os estudos na China. Do I Ching partiram as teorias sobre a Astronomia, Astrologia Chinesa, Medicina Chinesa: Acupuntura, Fitoterapia...e todas as tradições que este país concebe.
Qual o significado de I CHING?
- Ching - > Tratado, obra de grande importância e tb relaciona-se à trilha, caminho por onde andamos.
Para os Chineses, a razão do Universo e o caminho do Homem podem ser encontrados em qualquer parte e realizados por todos os seres.
O que são as escrituras do I CHING?
É a descrição de 64 Hexagramas, que são DINÂMICAS ENERGÉTICAS, presentes no Universo, seja na vida Humana ou na natureza. Inclusive, as primeiras escrituras foram feitas com base na observação dos movimentos da natureza. Os grandes sábios da China se debruçaram nestas dinâmicas energéticas há milênios, até mesmo antes da própria escrita chinesa. Tratam-se de escrituras que remontam 7000 anos (alguns autores atribuem maior tempo...). Porém, o início da transmissão dos conhecimentos se deu na Dinastia Zhou , em 1150 a. C.
A primeira tradução no Ocidente, foi de Richard Wilhelm – década de 20,30.
Os Chineses usam o I Ching como Oráculo, além dos ensinamentos filosóficos a que se destina.
Diante de questões existenciais ou até questões práticas da vida, o I Ching é consultado como o Mestre dos Mestres, para que se conceba quais energias estão latentes ou manifestadas em determinada questão. Consulta-se sobre uma forma mais próxima do ideal de se agir, dentro da dinâmica configurada pelos trigramas que formam os Hexagramas e estes apresentam um contexto ou descreve uma situação e analisa sua gestão estratégica (ideal). Esse gestão mais inteligente – indicada nos 64 textos – é adotada pelo ser superior (homem sábio) que segue as indicações sutis da confluência das energias em vigor a sua volta em relação à circunstância que está sendo vivenciada.
Métodos: Caules de Miefólio (varetas) , moedas e pedras.

sábado, 8 de novembro de 2008

Essas fotos foram gentilmente "cedidas", por um amigo, Caio.
São de algumas cachoeiras da Chapada dos Veadeiros ( Alto Paraiso).
A primeira e da comunindios...















Pra começar, é bom esclarecer que o tema sustentabilidade e cultura e sociedade sustentável, esta muito na moda, mas existe muitas dúvidas e interpretações erradas.
Muitos ainda encaram tudo isso como sendo uma atitude hippie, sem saber ao certo do que se trata.
Bom, pra começar é bom esclarecer que as comunidades alternativas de hoje, em nada se parecem com as comunidades hippies dos anos 60, onde não havia estrutura de trabalho, os membros eram transitórios, o sexo era visto como livre, e determinados comportamentos( como limpeza e ordem) eram vistos como "caretas".
Diferente por exemplo, das comunidades dos anos 80, onde haviam normas, cooperação, comprometimento etc.
O celibato era bem recebido em alguns grupos e prevalece a liberação feminina(quebra de papéis tradicionais).
Além disso, nas comunidades dos anos80, era frequente casais monogâmicos e famílias, residirem nelas( o que permanece até hoje.)
Bom, as diferenças e semelhanças não param por ai, e também não podemos generalizar...

Fonte:" Builders of the Dawn" ( Construtores do Amanhecer), de Corinne McLaughlin e Gordon Davidson.
Olá.
Este é um blog aberto para discussões sobre filosofia, ambientalismo, cultura sustentável e sociedade como um todo.
Sempre que possivel irei postar dicas de livros, encontros e textos sobre estes assuntos.
Alguns textos são muito longos, então postarei o resumo, quem se interessar pode pedir que eu mando o texto na íntegra.
Espero comentários e sugestões.
Até breve!